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Casa do Granjão

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No extremo oriente de Vila Marim, face à estrada nacional 108 que segue para a Régua, encontra-se a Casa do Granjão, bastante prejudicada pela proximidade da ponte férrea sobre o rio Sermenha, em cuja entrada principal se destaca um portão armoriado que dá acesso ao edifício de traço oitocentista e onde se descobre uma capela de invocação a Santa Luzia. Tem uma segunda "Pedra de Armas" a encimar a porta central, e que por ser menos pomposa, se supõe ter sido o primeiro brasão heráldico da primitiva Casa do Granjão construída, nos fins do século XVIII, por Manuel Botelho Teixeira, pai do visconde António Botelho Teixeira. É dotada de lago e jardim, que possibilita uma vista deslumbrante sobre o Douro e que é conhecido como jardim das glicínias. Actualmente encontra-se desabitada sendo sinal evidente as velhas trepadeiras que teimosamente se enroscam nos corroídos caramanchões de ferro trabalhado, datados do ano de 1853.

Arquitectura civil residencial, romântica. Casa de planta composta, com o corpo mais antigo rectangular, de dois pisos e fenestração regular e o mais recente, adossado ao primeiro, de planta em U, dois pisos e com capela encostada num dos extremos.
Descrição
Casa de planta composta por vários corpos, cronologicamente distintos, formando um H incompleto e integrando capela num dos extremos. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de quatro águas no corpo mais recente, duas águas na capela e uma água no corpo mais antigo. Para S. entre os dois corpos um pátio alongado antecedido por um portal brasonado de remate contracurvado rematado por uma urna. Este portal ladeado por duas pilastras de cantaria rematados por volutas, ostenta um brasão envolvido por elementos vegetalistas. Para N. um jardim elevado, com um pequeno lago ao centro, prolonga-se numa varanda corrida engradada balançada sobre um muro alto disfrutando do Douro. Este jardim separa-se para E. de um pátio de serviço por um extenso muro, no prolongamento do alinhamento do corpo da capela. Este imóvel é marcado por duas fachadas principais, uma exposta a O., constituída por um alto muro encimado por uma varanda com uma pérgola metálica adossada a um corpo de dois pisos, onde o último revestido a azulejos de padrão azuis e brancos é marcado por oito vãos de verga recta. Os dois centrais são portas e dão acesso a uma varanda que ostenta no gradeamento a data de "1857". No primeiro piso três pequenas aberturas e uma grande porta de acesso ao armazém agrícola. A outra fachada principal, a S., estabelece a relação entre a cota da estrada e a cota do terreiro de acesso ao portal brasonado. É constituída pela fachada lateral do corpo de 1857, o portal brasonado e a parede cega da sacristia da capela. Entre o portal e esta parede, sobre uma pilastra um pequeno campanário de duas águas. O espaço interior na área ocupada é marcado por um extenso corredor e uma sucessão de salas voltadas para o Douro. O espaço de entrada, no centro do corpo em U, de pé-direiro duplo possui uma escada em madeira de acesso a um varandim no seu contorno. A capela empedrada apresenta um altar pintado e dourado com imagens de madeira policromada. Ao lado direito uma sacristia com um pequeno arcaz.

 

Acessos
Lug. do Granjão, EN 108
GPS: N41ᵒ9,416” – W7ᵒ50,762”
Grau
2
Enquadramento
Rural, isolado, inserida numa quinta do mesmo nome, que se estende até ao Rio Douro e é atravessada pela EN 108 e pelo viaduto da Sermanha da linha do Douro do caminho de ferro. Este viaduto é tangencial à fachada lateral da casa e ao portal brasonado de acesso ao pátio de entrada.
Utilização Inicial
Residencial
Utilização Actual
Residencial
Propriedade
Privada: pessoa singular
Época Construção
Séc. 18 (conj.) / 19
Cronologia
Séc. 18 - Provável construção da casa; 1853 - construção do andar nobre e capela; 1857 - data num gradeamento; séc. 19, finais - introdução do espaço da biblioteca e sala de entrada.
Características Particulares
Apresenta duas fachadas principais. Constitui na zona da capela um pequeno pátio de entrada marcado por um portal brasonado com referências neoclássicas. Grande proximidade entre a linha de caminho de ferro e a casa.
Dados Técnicos
Paredes autoportantes.
Materiais
Paredes exteriores de alvenaria de granito rebocadas pelo lado interior e exterior; cobertura revestida a telha de barro; caixilharias de madeira pintadas e envernizadas; revestimento de pavimentos interiores em soalho de madeira e xisto; guarda das escadas e varandim interior em madeira encerada, lambril em azulejo em alguns espaços interiores; tectos em estuque e em madeira.
Bibliografia
LEAL, Augusto Soares Azevedo Barbosa de Pinho, Portugal Antigo e Moderno, Lisboa, 1875; MONTEIRO, Manuel, O Douro, Porto, 1998; CD O Nosso País - Distrito de Vila Real, Matosinhos, 2002.
Intervenção Realizada
Proprietário: Anos 70 - Reforma de interiores, reformulação de alguns espaços e acabamentos; 1984 / 1985 - substituição das caixilharias da fachada principal.
Observações
A Casa pertenceu ao Barão I e Visconde do Granjão, António Botelho Teixeira. A capela é de invocação a Santa Luzia, pelo que no dia 13 de Dezembro (se for domingo, senão no 1º domingo posterior) a população tem acesso a este espaço para celebração e veneração da Santa. O jardim com o lago, com vistas sobre o Douro é conhecido pelo jardim das glicíneas. O actual proprietário pretende instalar aqui uma pequena unidade hoteleira. A quinta está ligada à produção do Vinho do Porto. Não fomos autorizados a efectuar fotografias no interior.
Fonte
S.I.P.A. por Isabel Sereno

 
 

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