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Capela de São Silvestre

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Encontra-se nos cumes deste monte, com romarias desde os tempos imemoriais, evoca o primeiro papa do mesmo nome, natural de Roma, que faleceu a 31 de Dezembro do ano de 335. Desde épocas remotas a Capela teve ermitão próprio. Esta Capela foi restaurada em 1967, e, em dia de romaria que se realiza no último Domingo de Agosto, pode o visitante admirar os ícones sagrados do papa que lhe deu o nome, do mártir São Sebastião e de Santa Bárbara, quando em procissão religiosa, aos ombros dos romeiros, os andores sobem até à Capela.

Arquitectura religiosa, seiscentista vernácula. Capela vernacular de planta rectangular e corpo único com fachada principal em empena, porta rectangular encimada de óculo e ladeada de janelos rectangulares, possuindo coro-alto, púlpito e imagens escultóricas em baldaquinos.
Descrição
Planta rectangular de corpo único com cobertura em telhado de 2 águas. Paredes brancas rebocadas com embasamento e cornija de argamassa de cimento com cunhais do mesmo tipo e pintura simulando juntas em cantaria de granito. Fachada principal virada a E., em empena coroada por cruz latina, metálica e electrificada, ladeada de pináculos. Ao centro uma porta de moldura rectangular em granito, encimada por óculo circular e 2 janelos laterais, de moldura rectangular com grade de ferro. Sobre a porta 2 ganchos metálicos para a sineira e do lado S. a ranhura da caixa de esmolas interna. Na fachada lateral S. abre-se uma porta rectangular, ao centro, e um janelo rectangular do lado do altar. Na fachada N. abre-se um janelo idêntico em posição confrontante; fachada posterior cega e em empena coroada por cruz latina de granito. INTERIOR de espaço único com altar sobre supedâneo de 2 degraus, pavimento de betão, embasamento pintado na cor de barro, paredes brancas rebocadas, remate em cornija moldurada de argamassa de cimento com pintura simulando juntas e tecto curvo de madeira tendo ao centro pintada cruz lenhosa com faixa branca e instrumentos da Paixão aos pés, sobre o fundo azul do tecto. Coro-alto em madeira pintada de azul com balaustrada pintada na cor barro, tendo acesso por escada de madeira de 2 lanços a partir do lado do Evangelho; no sub-coro, do lado da Epístola, pia de água benta em xisto. Neste mesmo lado, mas ao centro da parede, púlpito quadrado de betão e parapeito de madeira abalaustrada pintada na cor de barro, com acesso por escada de madeira pintada de azul, lançada a partir do supedâneo do altar. Altar de madeira envernizada com frontal ornamentado com pares de colunelos e cruz pátea inscrita em círculo.
Acessos
Acesso por estrada pavimentada a partir de Vila Jusã e outro, a partir de Mesão Frio, por estradão florestal na direcção SO., conduzindo ao topo da elevação onde se localiza a capela; Fl. 126 GPS: N41ᵒ8,944” – W7ᵒ54,118”
Grau
3
Enquadramento
Rural. Isolada no alto de um monte coberto com pinhal, sobranceiro ao rio Douro e à vila de Mesão Frio. Situa-se no centro de um adro com pavimento empedrado, com pendor para E., cerrado por muro de alvenaria de xisto com degraus de acesso lateral, no flanco S. O acesso por Vila Jusã, de pavimento betuminoso, contorna o adro da capela, formando um espaço para estacionamento do lado S.

 


Descrição Complementar
Retábulo-mor tem, ao centro e aos lados, imagens escultóricas de São Silvestre, São Jerónimo e Santa Bárbara, assentes em mísulas e protegidas por baldaquinos com empenas triangulares nas faces, apoiados em 4 elegantes colunas prolongadas em pináculos.
Utilização Inicial
Religiosa: Capela
Utilização Actual
Religiosa: Capela com culto ocasional
Propriedade
Privada: Igreja Católica
Época Construção
Séc. 17 / 18
Cronologia
Séc. 17 / 18 - Provável construção da capela; séc. 18, 2ª metade - demanda entre os paroquianos da vila de Mesão Frio e os de Vila Jusã, possivelmente devido aos primeiros se quererem apoderar da capela; segundo os Direitos Paroquiais da Igreja de São Martinho, o pároco tinha a obrigação anual de, no dia de São Silvestre, dizer missa na capela para os fregueses e dar lá os dias Santos; o ermitão apresentado pelo abade da Teixeira, tinha a obrigação de pagar a missa ao pároco e aos acólitos que cantavam, e se não houvesse acólitos para ajudar a cantar, o pároco devia receber $250 rs do ermitão; 1763, 20 Abril - visitador determina que o ermitão da capela faça consertar a parede na parte arruinada, reformar o retábulo com pintura e "também consertado de madeira tudo mais partes, em que carecer de reforma e composição", devendo fazê-lo com as ofertas e esmolas que havia recebido para o Santo, no prazo de 4 meses; 1769, 13 Setembro - o visitador manda que fique suspensa a queda de água da capela e se mande rebocá-la; séc. 20 - remodelação.
Características Particulares
Destaca-se a arquitectura singela, popular, em que com as cores fortes do interior, da pintura do tecto de madeira e com o tipo de balaustradas do coro-alto e púlpito, criando forte contraste com o altar e baldaquinos de traça mais erudizante, neogóticos.
Dados Técnicos
Paredes autoportantes.
Materiais
Estrutura de alvenaria de xisto, embasamento, cunhais, e cornija de argamassa de cimento, cobertura de telha de aba-e-canudo, cruz da empena da fachada em metal e electrificada, pavimento e base do púlpito de betão, tecto, coro-alto e altar de madeira, portas metálicas pintadas de verde.
Bibliografia
DIAS, António Dias, Fastos de Mesão Frio, Porto, 1999.
Intervenção Realizada
Comissão fabriqueira: c. 1984 - colocação do altar com baldaquinos provenientes de um colégio feminino da Póvoa do Varzim; 1996 - substituição das portas antigas, de madeira de carvalho por portas metálicas.
Observações
As substituições das portas deve-se a tentativa de assalto por destruição das portas de madeira pelo fogo.
Fonte
S.I.P.A. por Ricardo Teixeira

 

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