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Arcas Tumulares

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Muito provavelmente do tempo da reconstrução da Igreja de São Nicolau, existem sete Arcas Tumulares profanadas debaixo de um alpendre, construído no flanco lateral direito da igreja. Estas Arcas foram classificadas como Património Público a 20 de Março de 1945.

Descrição
Conjunto de sete sarcófagos trapezoidais, cada um deles constituído por arcaz e tampa. Dois dos arcazes encontram-se descobertos, com a tampa ao lado, possuindo cavidade sepulcral de contornos antropomórficos. Cinco apresentam tampa de secção poligonal com seis planos e os outros dois possuem tampa de tipo diferente, de secção pentagonal com volume em duas águas. Três dos sarcófagos apresentam arcaz liso e tampa decorada, destacando-se outros dois pela decoração que preenche também as faces dos arcazes. Os dois sarcófagos restantes não possuem agora qualquer decoração visível, embora ela possa ter existido numa das faces das suas tampas.
Acessos
Adro da Igreja Matriz de São Nicolau. VWGS84 (graus decimais) lat.: 41,157665; long.: -7,892852
Protecção
IIP, Dec. nº 34 452, DG 59 de 20 Março 1945
Grau
2
Enquadramento
Urbano. Encontram-se dispostas numa plataforma em granito, alpendrada, adossada à parede da Igreja de São Nicolau, do lado do Evangelho.
Descrição Complementar
Descrevem-se pela ordem em que se encontram agora ordenados: Sarcófago I: arcaz trapezoidal liso com tampa de secção poligonal com seis planos apresentando superfície larga decorada na zona da cabeceira com cruz pátea inscrita num círculo, possuindo pé-alto que intercepta um anelete de dupla linha; Sarcófago II: arcaz trapezoidal liso, antropomórfico, com cabeceira de arco ultrapassado com desnível entre a área do crânio e a do corpo. Tampa de secção pentagonal com volume em duas águas, sendo a do lado esquerdo decorada na zona da cabeceira por uma cruz pátea inscrita num círculo definido por duas linhas. A cruz possui uma haste que se desenvolve a todo o comprimento da tampa, interceptando um anelete de dupla linha e terminando numa base de duplo pé; Sarcófago III: arcaz trapezoidal liso com tampa de secção poligonal com seis planos, também lisa; Sarcófago IV: arcaz trapezoidal, antropomórfico, decorado na face lateral e na de topo do lado da cabeceira. A decoração na face lateral é constituída por uma sequência do mesmo motivo formando duas faixas horizontais e 5 bandas verticais. Na parte superior, dentro de um campo rectangular rebaixado, desenha-se uma flor-de-lis aberta, inscrita num semi-círculo. Na zona inferior o motivo que se repete é constituído por dois pequenos arcos. Tampa de secção poligonal com seis planos. Apresenta decoração no topo do lado da cabeceira, constituída por uma flor-de-lis dentro de um semi-círculo. Na face superior esquerda da tampa uma cruz pátea dentro de um círculo, possuindo haste de pé-alto com anelete. A cruz encontra-se parcialmente destruída pelo actual plano horizontal da tampa que se revela de fábrica posterior (reaproveitamento ?).

 

Originalmente a tampa seria de secção pentagonal com volume em duas águas, uma delas decorada. Sarcófago V: arcaz trapezoidal liso, com tampa lisa de secção poligonal de seis planos. Sarcófago VI: arcaz trapezoidal liso com acentuada inclinação para os pés. Tampa de secção poligonal de seis planos. Os dois laterais oblíquos apresentam uma superfície rebaixada que poderá ter tido decoração ou epígrafe. O plano superior, horizontal, apresenta uma pequena cruz incisa acrescentada posteriormente. Sarcófago VII: arcaz trapezoidal decorado na face lateral e nas de topo. Tampa de secção pentagonal com volume de duas águas, decorada nos topos e num dos planos oblíquos. Na face lateral está representada uma cena de dois cavaleiros com arma, afrontados, tendo ao centro a separá-los uma flor-de-lis com haste e pé duplo. O topo do sarcófago, do lado da cabeceira, apresenta uma dupla arcada de arcos trilobados inseridos em arcos quebrados. Acima deles, ao centro, um trifólio e nos ângulos dois boleados. Na zona inferior das duas arcadas dois conjuntos de polígonos de quatro lados côncavos e com vértices na vertical. O topo da tampa deste lado apresenta uma estrela de cinco pontas inscrita num cículo, com uma bola no centro e outras entre cada uma das pontas da estrela. De cada lado, a formar os ângulos dois polígonos inseridos um no outro. Do lado dos pés o arcaz encontra-se também ornamentado com dupla arcaria de arco quebrado, simples, encimada ao centro por um boleado e na zona inferior dois conjuntos de polígonos de quatro lados côncavos e com vértices na vertical. Um trifólio central e dois triângulos inscritos decoram o topo da tampa deste lado. O plano oblíquo da tampa apresenta uma cruz muito elaborada com remates florenciados e haste comprida com travessa e anelete, terminando numa base de duplo pé.
Utilização Inicial
Funerária
Utilização Actual
Marco histórico-cultural
Propriedade
Pública: estatal
Afectação
IPPAR, DL 106F/92, de 01 Junho
Época Construção
Séc. 13 / 14 (conjectural)
Cronologia
Séc. 13 / 14 - Provável construção; 1960 - descoberta de dois arcossólios góticos com túmulos sem tampa.
Dados Técnicos
Arcazes monolíticos; tampas monolíticas
Materiais
Granito
Bibliografia
Fundação Calouste Gulbenkian, Guia de Portugal, Lisboa, 1987, vol. 5, Tomo I, p. 291; IPPAR, Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, vol. 3, Lisboa, 1993.
Intervenção Realizada
IPPAR: anos 90 - Obras de conservação; estabelecimento de um percurso correctamente sinalizado.
Fonte
S.I.P.A. por Isabel Sereno e Ricardo Teixeira

 

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