• www.mesaofrio.com.pt
  • www.mesaofrio.com.pt
  • www.mesaofrio.com.pt
  • www.mesaofrio.com.pt

História

Lazer

Vitivinicultura

Gastronomia

Artesanato

Torre da Igreja Paroquial

  • Versão para impressãoEnviar por E-mail

Será o  Séc. 17 / 18 a época provável da construção da torre sineira da igreja paroquial de Santa Cristina. Em 1 Novembro 1755 a igreja não padeceu ruína no terramoto.Em 11 Maio de 1809  ocorreu a destruição da Igreja pelas tropas do general Loison, aquando da 2ª invasão francesa, comandada por Soult; o culto passou a ser celebrado na capela do antigo solar da Picota. 1826 é a  data do sino da igreja de Santa Cristina, tendo imagem relevada de Santa Cristina, encontrando-se actualmente na igreja do convento. Em 28 de Maio de 1834, após a saída dos frades franciscanos do convento da vila, os paroquianos de Santa Cristina apossaram-se abusivamente da Igreja de Nossa Senhora da Piedade, convertendo-a, com todos os seus pertences, na sua igreja matriz.

Arquitectura de comunicações, maneirista. Torre sineira de planta quadrada, simples, com fachadas de dois registos separados por cornija e terminadas em cornija com merlões e plintos nos cunhais. Tem acesso por duas faces, por meio de portal de verga recta e, no registo superior, abre-se sineira em arco de volta perfeita, com vidros policromos.
Descrição
Planta quadrada, de massa simples vertical e cobertura plana, em terraço. Fachadas em alvenaria de xisto e, sensivelmente a partir do meio, em cantaria de granito, de dois registos separados por cornija, a superior moldurada, e terminada em cornija integrando nos cunhais gárgulas de canhão, caneladas, coroada por merlões decorativos escalonados e, nos cunhais, plintos paralelepipédicos; no segundo registo tem no topo argolas de ferro. Fachada principal virada a E., com portal de acesso sobrelevado, de verga recta encimada por cornija e com portão de ferro, sendo acedido por escada de pedra formando L para a face virada a S.; na fachada N. abre-se um outro portal igual protegido por guarda de ferro. No segundo registo da torre abre-se, em cada uma das faces, sineira em arco de volta perfeita, fechado por estrutura em ferro com vidros policromos formando motivos geométricos, à excepção da face principal, onde a sineira é sobrelevada, interrompe a cornija do remate e é fechada a cantaria, criando vão em meia lua; sob a sineira, a cornija que separa os registos é mais avançada e assenta em duas mísulas volutadas; à frente da sineira, surge ainda trave de ferro aplicada na fachada. INTERIOR de espaço único, desnudo, com paredes em cantaria com caiação e tendo vários ferros a travar uma das sineiras. Tecto com estrutura metálica, pintada de verde.
Acessos
Caminho do Barreiro, Rua do Balcão. WGS84: 41º09'36.98''N., 7º53'16.67''O.
Grau
3
Enquadramento
Urbano, isolado, no centro histórico da vila, a 300 m de altitude e em cota sobrelevada à actual Rua do Balcão, de acesso difícil, por se integrar em quintais de casas particulares, com pouco espaço envolvente. Nas imediações, ergue-se a Casa dos Fragosos e a Casa do Vale do Couto e, do outro lado da rua, a Casa dos Negrões ou Edifício Lar dos Estudantes.

 


Utilização Inicial
Comunicações: torre
Utilização Actual
Marco histórico-cultural: torre
Propriedade
Privada: pessoa singular
Época Construção
Séc. 17 / 18
Cronologia
Séc. 17 / 18 - época provável da construção da torre sineira da igreja paroquial de Santa Cristina; 1755, 1 Novembro - a igreja não padeceu ruína no terramoto; 1758, 23 Abril - segundo o cura Domingos Teixeira Soares, nas Memórias Paroquiais da freguesia de Santa Cristina, pertencia ao Bispado do Porto, comarca de Sobre Tâmega pelo eclesiástico e, pelo secular, à comarca de Lamego, sendo termo da vila de Mesão Frio e estando anexa à igreja de São Mamede de Vila Marim; a freguesia tinha 142 vizinhos, 480 pessoas maiores e 42 menores; a igreja tinha 7 altares: o altar-mor, do Santíssimo Sacramento, os colaterais de Nossa senhora da Piedade e Santo António e o das Almas, que tinha confraria, o altar da Ressurreição, com alguns legados de missas semanais que mandavam dizer os irmãos da Mesa da Misericórdia, por ser da sua administração, o altar de São Miguel, com uma missa semanária que era particular, o altar do Senhor das Chagas, igualmente particular, com três missas cada semana; o pároco era cura anual apresentado pelo reitor de São Mamede de Vila Marim, com 18$000 de congrua; 1809, 11 Maio - destruição da Igreja pelas tropas do general Loison, aquando da 2ª invasão francesa, comandada por Soult; o culto passou a ser celebrado na capela do antigo solar da Picota; 1826 - data do sino da igreja de Santa Cristina, tendo imagem relevada de Santa Cristina, encontrando-se actualmente na igreja do convento; 1834, 28 Maio - após a saída dos frades franciscanos do convento da vila, os paroquianos de Santa Cristina apossaram-se abusivamente da Igreja de Nossa Senhora da Piedade, convertendo-a, com todos os seus pertences, na sua igreja matriz, que passou a designar-se de Santa Cristina; 1835 - sugeriu-se para as paróquias de Vila Jusã, de São Nicolau e o curato de Anquião (da freguesia de Gestaçô, Baião) fossem anexadas à paróquia de Santa Cristina, o que não foi para a frente; 1931 - a torre passou a ser utilizada como posto de transformação de energia eléctrica, depois de se ter desmontado o grupo gerador instalado na central do Rio Teixeira, em Carrapatelo, explorada por Neutel Mesquita desde 28 de Setembro de 1914; possivelmente por esta altura abriram-se um dos portais de acesso e os pequenos vãos respiradores sob a cornija do remate.
Características Particulares
Constitui a única subsistência da antiga igreja paroquial de Santa Cristina, demolida no início do séc. 19. A sua construção deverá datar do séc. 17 / 18, tendo sido transformada no início do séc. 20 para instalação de posto de transformação eléctrica; desse período deverão datar pelo menos um dos portais de acesso e os pequenos vãos rectangulares, tapados com estrutura de ferro sob a cornija do remate. A diferença de materiais no corpo da torre poderá justificar-se pelo facto da metade inferior, em alvenaria de xisto, se integrar na estrutura da igreja, enquanto a restante, se sobrelevar à mesma. O seu corpo faz um ligeiro escalonamento e as cornijas do remate e divisão dos registos na face principal são sobrelevada, criando falso frontão curvo, ou avançada, respectivamente.
Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.
Materiais
Estrutura de alvenaria de xisto e em cantaria de granito; juntas em cimento; portas, e tecto de ferro; gatos de ferro; vidros policromos.
Bibliografia
DIAS, António Gonçalves, Fastos de Mesão Frio. Crónicas Escritas à guisa de Monografia, Porto, 1999; CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Vila Real nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2006.
Fonte
S.I.P.A. por Paula Noé

 

Freguesias e Património

Mesão Frio oferece mais...