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Casa Vale do Couto

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A "Pedra de Armas" que se encontra cravada no cunhal do edifício virado para o Pelourinho, pertence à Casa do Vale do Couto, uma das moradias com mais nobreza genealógica deste concelho. Um dos muitos senhores desta casa solarenga foi Carlos Leme Vieira de Melo. Outro dos senhores desta antiga casa brasonada foi Gonçalo Vaz Pinto. A importante e numerosa genealogia dos possuidores desta nobre moradia entronca em Sebastião Leme Couto Guedes, filho de Sebastião Leme Coutinho – fidalgo da Casa Real.

Arquitectura residencial, barroca. Solar de planta em U pouco desenvolvido, com fachadas de dois pisos, de pilastras toscanas nos cunhais, terminadas em friso e cornija e rasgadas por vãos rectilíneos de moldura simples. A fachada principal possui no piso térreo portas e no segundo janelas de sacada e porta disposta no topo, com acesso por escada de guarda volutada e com amplo balcão.
Descrição
Planta em U pouco desenvolvido e irregular com cobertura em telhados de quatro águas. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, de dois pisos, com pilastras toscanas nos cunhais, terminadas em friso e cornija sobreposta por beirada simples e rasgadas regularmente por vãos rectilíneos, de molduras simples. Fachada principal virada a N. rasgada no primeiro piso por sete portas e dois vãos rectangulares jacentes; no andar nobre, abrem-se seis janelas de sacada, com caixilharia de duas folhas e bandeira e com guarda em ferro, formando motivos lanceolados, e, no topo esquerdo, portal de acesso; este é precedido por escada de dois lanços que conduz a amplo patamar quadrangular com corpo inferior, com pilastras nos cunhais; as escadas possuem coluna de arranque volutada e aletas ao longo do corrimão, de cantaria. A fachada lateral direita, virada à Rua do Balcão, é rasgada no piso térreo por cinco portais e no segundo por quatro janelas de peitoril, com caixilharia de guilhotina e, ao centro, janela de sacada, assente em três mísulas volutadas e com guarda em ferro, igual às da frontaria. No cunhal NO. dispõe-se de ângulo brasão de família. Fachada lateral esquerda adaptada ao declive do terreno, com os pisos separados por friso e terminada apenas em beiral; é rasgada por porta e dois vãos jacentes no primeiro piso e no superior por quatro janelas rectangulares, as do topo maiores e com duas mísulas inferiores. Fachada posterior com varanda avançada em cantaria, para onde abrem duas portas janelas, e sob a qual se abrem vãos com ou sem moldura, com portadas em ferro.
Acessos
Largo do Pelourinho nº 45-56, Rua do Balcão. WGS84: 41º09'39.46''N., 7º53'14.86''O.
Protecção
Incluído na Zona de Protecção do Pelourinho de Mesão Frio (v. PT011704040001)
Grau
5
Enquadramento
Urbano, adossado, no centro histórico da vila, disposto de gaveto, com uma das fachadas formando frente de rua, e a outra virada a ampla praça, livre de trânsito e no início do qual se ergue o Pelourinho. Esta praça possui pavimento em paralelos de granito com guias de cantaria, criando quadrícula ou raios a partir do pelourinho e, junto ao muro do miradouro placa arelvada com árvore. Nas imediações, erguem-se a Casa da Picota (v. PT011704040044), o Chafariz do Largo do Cruzeiro, a Casa dos Negrões, a Casa dos Fragosos e a Torre sineira da Igreja Paroquial de Santa Cristina.
Utilização Inicial
Residencial: solar

 


Utilização Actual
Cultural: auditório municipal
Propriedade
Pública: municipal
Época Construção
Séc. 18 / 20
Cronologia
Séc. 16 - Nuno Dias Leme, filho de João Dias Garcez e Violante Leme, foi Senhor da Casa do Assento do Vale do Couto, ali instituindo um morgadio; o seu filho primogénito, Baltazar Leme Pinto, foi moço da Câmara de D. Sebastião, com quem combateu em Alcácer Quibir; séc. 18, finais - época provável da construção do actual solar; 1940, década - a casa pertencia a família de apelido Paixão; 1949 - apeamento de toda a fachada O. e reconstrução da mesma; na fachada N. abria-se sob om patamar da escada de acesso ao portal principal portal, de verga recta, posteriormente entaipado; na fachada lateral E., abriam-se no piso térreo três vãos jacentes, alternados com uma janela de peitoril e um portal e, no segundo piso quatro janelas de peitoril, encimadas por cornija recta e tendo inferiormente sacadas assentes em três mísulas; na fachada posterior já existia a varanda ao nível do andar nobre; 1951 - causava grande prejuízo a paralisação das obras do largo, devido à demolição do aqueduto das águas de rega impossibilitar a passagem dos seus proprietários; séc. 21, início - compra do solar pela Câmara Municipal de Mesão Frio; 2005 - aprovação da adaptação a auditório municipal; 2006 - inicio das obras de adaptação do edifício; 2007, 25 Novembro - inauguração oficial do auditório municipal pelo Presidente da Câmara , o Dr. Marco António Peres Teixeira da Silva.
Características Particulares
Solar de linhas muito sóbrias destacando-se a escada de acesso ao andar nobre com amplo balcão, disposto no topo esquerdo. As fachadas laterais foram mais modificadas ao longo dos tempos, a lateral direita constituindo uma reconstrução total de meados do séc. 20 e a oposta de inícios do séc. 21.
Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.
Materiais
Estrutura de alvenaria de xisto, rebocada e pintada; pilastras, frisos e cornijas, brasão, molduras dos vãos e bacias das sacadas em cantaria de granito; caixilharia das fachada principal e lateral direita de madeira e as restantes em alumínio; vidros simples; grades e guardas em ferro; cobertura de telha.
Bibliografia
DIAS, António Gonçalves, Fastos de Mesão Frio. Crónicas Escritas à guisa de Monografia, Porto, 1999.
Intervenção Realizada
Proprietário: 1949, Abril - o proprietário da casa José Augusto Paixão Matelo, procedia a obras de restauro, sem o conhecimento da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais; 7 Abril - para evitar qualquer modificação do traçado arquitectónico da mesma, que "pela sua feição característica era o elemento de maior interesse do conjunto local", a Câmara solicita a suspensão das obras; 11 Abril - a Câmara envia à DGEMN o projecto da obra de reforma da casa, informando ainda que a fachada virada ao largo do Pelourinho não iria sofre alterações; ali as obras iriam resumir-se à renovação da caixilharia das sacadas e portas em mau estado e à limpeza e pinturas necessárias; a fachada virada a O., por ameaçar ruína e constituir grave perigo para a população, seria demolida e levantada de novo; seriam abertas mais uma janela e uma porta sem prejudicar o traçado arquitectónico; a obra tinha a licença da Direcção de Estradas do Distrito de Vila Real, devido à fachada O. confinar com a estrada nacional; por estar a causar grande prejuízo ao proprietário a paralisação da obra, o Presidente da Câmara solicita a aprovação da mesma o mais rapidamente possível; a DGEMN julga poder aprovar desde que impostas algumas condições: reconstrução dos vãos da fachada demolida com o aproveitamento dos elementos de cantaria existentes; execução de nova cobertura do edifício com telha tipo mourisca, com beiral tipo nacional; pintura das caixilharias das fachadas a branco e os marcos das mesmas, das portas do rés-do-chão e grades das varandas a verde; limpeza das juntas das cantarias da fachada voltada ao largo do pelourinho, de modo a fazer desaparecer o traço branco então existente e indicativo das juntas; 2006 / 2007 - obras de adaptação do solar a auditório municipal.
Observações
EM ESTUDO. *1 - Em 1689 já existe referência ao "Passeio do Balcão" no livro do Tombo da Misericórdia; posteriormente, era também conhecido por "Passeio Alto".
Fonte
S.I.P.A por Paula Noé

 

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