regoHá relatos relacionados com disputas entre Mesão Frio e Vila Marim pela água de rega dos Ameais que nascia nos montes de Teixeiró e descia para a vila por um rego longitudinal. Consta que D. Sancho I viera a Mesão Frio queimar casas feitas por moradores de Vila Marim no famoso rego por onde corria a água, cuja construção clandestina alterava os limites de entrada no Burgo de Mesão Frio, numa pendência que nem as autoridades locais, nem o saião real, tinham resolvido a bom contento. As paróquias de Santa Cristina e S. Nicolau eram divididas, territorialmente pelo referido rego que corria pelo meio da rua e que trazia a água de rega dos Ameais desde o dia de S. João até ao dia da N. Senhora dos Remédios. Esta água pertencia aos moradores de Mesão Frio. Em 1902 o então presidente da Câmara deliberou vender metade das “penas d´agua” que entravam nos depósitos dos Ameais.  Em 1979 a água foi incorporada no sistema de abastecimento mas o famoso rego de água, ainda hoje, corre subterraneamente.