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Os Barcos Rabelos

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A história dos habitantes deste concelho está directamente ligada com o Rio Douro e a produção de Vinhos. Durante muitos séculos o rio Douro foi a única ligação directa com o litoral do país, no entanto, inúmeros caminhos vicinais e estradas rurais com ligação às zonas ribeirinhas foram frequentados por mercadores, almocreves, carreteiros e recoveiros. Cedo o homem descobriu o rio e aprendeu a interagir com os seus recursos, estabelecendo-se nas margens em pequenos povoados. Ninguém sabe, ao certo, quando apareceu a sulcar as águas do Douro o primeiro barco que hoje admiramos. Este tipo de embarcação foi construído para resistir à enorme dificuldade de navegação, e era formado por tábuas sobrepostas, de fundo raso e sem quilha. Aparentemente frágil e desengonçado enfrentou com perícia os desafios do “rio de mau navegar” e foi bem sucedido. Este meio de transporte rudimentar foi-se adaptando às circunstâncias do transporte do vinho e evoluiu através dos tempos até à configuração actual que hoje admiramos, parado em águas mortas para mitigar a curiosidade turística.

Os Rabelos são canoas de tábuas de fundo chato e sem quilha, tendo as peças de reforço de proa e popa cobertas pelo tabuado. Do seu estrado à proa manejavam-se os dois remos dianteiros. A zona de carga, era o local onde se dispunham as pipas topo a topo, sobre as cavernas, em filas longitudinais acrescidas de várias camadas sobrepostas que se estendiam às apegadas. A ponte sobrelevada numa das extremidades servia para manobrar o remo do governo. Nesta zona estava também situado o mastro, que só era montado nas viagens ascendentes, dado o regime dos ventos do rio. A decoração destes barcos era simples, destacavam-se a proa e o rabo, a haste e a pá da espadela com cores simples  mais tarde começaram a aparecer os bordados e o nome do santo protector também começou a figurar nas embarcações. 

A tripulação era constituída por arrais, mestre, marinheiros, cabresteiro e moço. De carapuça vermelha na cabeça, lenço tabaqueiro ao pescoço, ceroulas cinzentas, pés descalços e camisa aos quadrados remendada, lá venciam os obstáculos usando a espadela (leme), quase tão comprida como o barco, manobrada do cimo de um “palanque” com cerca de 4 metros, a que davam o nome de “apégada”. Da Galeira do Piar até à Ripança, a corrente era tão forte que eram necessários quatro ou mais homens para manobrar a espadela. Nesta zona, as águas eram tão revoltas, que um pequeno descuido de um segundo transformava a viagem numa tragédia. 

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