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Igreja Matriz de Oliveira

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Sendo Santa Maria de Oliveira a padroeira da Freguesia, é esta, um templo de raiz românica, sofrendo uma grande transformação em 1694, o que faz com que actualmente apresente um estilo barroco. A talha dourada do altar-mor, do púlpito, do arco do cruzeiro e dos altares laterais, fazem desta igreja uma jóia impar de arte sacra.

Arquitectura religiosa, barroca e rococó. Igreja de planta longitudinal composta de nave única e capela-mor, mais baixa e estreita, interiormente iluminada lateral e axialmente. Fachadas rebocadas e pintadas com cunhais apilastrados, coroados por pináculos piramidais e terminadas em friso e cornija. Fachada principal terminada em frontão triangular, e rasgada por portal de verga recta encimado por frontão triangular interrompido por óculo. Fachadas laterais rasgadas por porta travessa de verga recta e janelas de capialço e a posterior terminada em empena. Interior com coro-alto e integrando-se decorativamente na tipologia das igrejas forradas a ouro, com interior grandemente revestido a talha dourada barroca e rococó.
Descrição
Planta longitudinal composta por nave e capela-mor, mais baixa e estreita, tendo adossado à fachada lateral esquerda torre sineira quadrangular e sacristia rectangular. Volumes escalonados, dispostos na horizontal com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na igreja, de três na sacristia e em coruchéu cónico sobre tambor na torre. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por embasamento de cantaria, pilastras toscanas nos cunhais, coroadas por pináculos piramidais com bola sobre plintos paralelepipédicos, e terminadas em friso e cornija sobreposta por beirada simples. Fachada principal orientada a O., terminada em frontão triangular, com a cornija da base interrompida e volutada, coroado por cruz latina, de braços circulares a terminar em botão, sobre acrotério volutado; é rasgada por portal de verga recta encimado por friso e frontão triangular de volutas interrompido por óculo quadrilobado, moldurado e gradeado, tendo inferior e superiormente elementos volutados; no tímpano possui cartela recortada com o monograma AM, encimada por coroa e com paquife. À fachada lateral esquerda dispõe-se, um pouco recuada e com pano intermédio rasgado por vão rectangular, a torre sineira, de três registos marcados por frisos e cornijas, sendo o inferior vazado por passagem em arco de volta perfeita sobre pilastras; as fachadas principal e posterior têm janelos rectangulares nos pisos inferiores e as laterais são cegas, abrindo-se no superior quatro vãos em arco de volta perfeita albergando sinos; coruchéu sobrepujado por cruz metálica sobre esfera. Fachadas laterais rasgadas, na nave, por porta travessa de verga recta e janelas rectangulares de capialço, três na lateral direita, sendo uma delas maior, e uma outra na capela-mor, e uma janela igual na lateral esquerda da nave; neste mesmo lado abre-se ainda porta de acesso ao coro-alto, precedida por escada de dois lanços, desenvolvida entre a nave e a torre, existindo a moldura de um outro vão actualmente entaipado; na sacristia abre-se virada a O. porta de verga recta de moldura simples inscrita com ANNO 1694, e a N. duas janelas de capialço. Fachada posterior da capela-mor rasgada por pequeno óculo circular, gradeado, e terminada em empena coroada por cruz latina sobre acrotério e tendo na pilastra esquerda a inscrição 1694 1179; na sacristia rasga-se óculo circular encimando duas janelas em quarto de círculo, gradeadas. INTERIOR de espaço diferenciado com articulação sublinhada por arco triunfal de volta perfeita e degrau. Nave com pavimento de soalho, paredes com lambril branco e pintura policroma de perfil recortado, cornija e tecto com caixotões, de talha dourada e tirantes metálicos.

 

Guarda-vento e coro-alto de talha dourada e policroma. Do lado do Evangelho, capela baptismal em abóbada de berço pintada, com portas e tímpano vazado em talha. Púlpito com parapeito e baldaquino de talha dourada, assente sobre base e mísula de granito. Vãos envolvidos por sanefas e molduras recortadas de talha dourada. Altares colaterais de talha dourada sobrepujados por sanefas e altares laterais inseridos na talha que forra por completo o arco triunfal. Capela-mor de pavimento lajeado com altar assente em estrado de granito com degraus frontais ao centro, paredes e cornija com talha e tecto em caixotões. Retábulo-mor de ampla edícula central com trono envolvida por quatro arquivoltas assentes em colunas torsas. Por trás do altar duas escadarias de pedra de acesso à tribuna. Sacristia com acesso por porta de lintel recto, pintada, pavimento de placas de xisto irregulares, paredes rebocadas e tecto plano de madeira. Escada de madeira de um lanço permite o acesso às duas divisões do piso superior.
Acessos
Lugar da Igreja. WGS84: 41º10'34.40''N., 7º49'54.91''O.
Grau
2
Enquadramento
Rural, isolado, numa encosta de declive acentuado enquadrado na paisagem vinhateira da Região Demarcada do Douro, a 338 metros. Insere-se em plataforma artificial formando adro, suportada por muros de xisto com acesso por rua em rampa do lado E. e escadarias laterais à fachada, do lado O.. O adro é pavimentado a lajes e cantaria, pontuado de árvores, tendo o cemitério defronte da fachada principal da igreja, com portão em ferro ladeado por dois pilares coroados por urnas. À fachada posterior da capela-mor, encosta-se banco corrido, em pedra.
Utilização Inicial
Religiosa: igreja paroquial
Utilização Actual
Religiosa: igreja paroquial (festa anual a 15 de Agosto)
Propriedade
Privada: Igreja Católica
Época Construção
Séc. 17 / 18
Cronologia
1289 - segundo Joaquim Santa Rosa Viterbo, Oliveira pertencia a Penaguião; 1694 - data inscrita no cunhal SE. da capela-mor e na verga da porta da sacristia assinalando provável construção da igreja; 1706 - era abadia do Bispado do Porto e do concelho de Penaguião; 1755, 1 Novembro - não padeceu ruína no terramoto; 1758 - segundo o abade António Alberto de Faria nas Memórias Paroquiais, a freguesia pertencia ao bispado do Porto, comarca de Lamego e termo de vila de Mesão Frio, pertencendo à Coroa; tinha 123 vizinhos e 342 pessoas; a igreja, com orago de Santa Maria e de uma nave, ficava dentro do lugar e tinha 5 altares: o altar-mor, onde se conservava o Santíssimo Sacramento, que tinha uma Irmandade e onde se venerava a imagem do Menino Jesus, que tinha Irmandade, dois colaterais, o do lado do Evangelho de Nossa Senhora, tendo Irmandade, e o da Epístola dedicado a São Sebastião e que tinha Irmandade, e dois laterais, o do Evangelho onde se venerava um Santo Cristo e que tinha Irmandade das Almas e o da Epístola onde se veneravam as imagens de Santa Ana e São Bartolomeu; o pároco era abade, da apresentação do Ordinário, e tinha de rendimento, anos por outros, 600$000; 1763 - término da obra de forrar o tecto, para cujas despesas contribuiu o abade António Alberto da Torre, da Casa das Torres, e o rei D. João V que deu 600$000; provavelmente, fez-se também o retábulo actual, tendo o antigo sido aplicado na capela de São José, da Quinta do Castelo, antigamente designada Casa da Botica; 1769 - esta abadia pertencia à Mitra do Porto, possuindo um rendimento anual de 1$200; 1778 - data do primeiro registo de baptismos documentado; 1779 - data inscrita no cunhal SE. da capela-mor; data do primeiro registo de óbitos documentado; 1780 - data do primeiro registo de casamentos documentado; 1805 - data do primeiro registo de testamentos documentado; 1898 - data do portão do cemitério, que foi oferecido por Carlos Pereira da Fonseca, conforme inscrição no mesmo; 1998, 13 Janeiro - assalto à igreja, tendo sido roubado valiosos espólio religioso, nomeadamente a imagem da Padroeira, Menino Jesus e os quatro Evangelistas e as coroas de outras imagens.
Características Particulares
O frontão da fachada principal possui a cornija inferior interrompida e com volutas. Um dos vãos da fachada lateral direita é maior do que os restantes, assinalando execução em época diferente. A torre sineira adossada tem vão de passagem inferior, provavelmente para solucionar o facto do adro ser apertado. O interior caracteriza-se pela exuberância decorativa, evidente nas ricas talhas douradas barrocas e rococó que invadem paredes, sanefas e vãos, arco triunfal, altares, tectos de caixotões e guarda-vento. Os espaços livres de talha e as cantarias são pintados com temas arquitectónicos e vegetalistas predominantemente rococós. Ao longo das paredes da nave dispõe-se de cada lado três curiosos confissionários de talha, articuláveis. A pintura do tecto baseia-se em gravuras de relevo sobre madeira, normalmente utilizada na ilustração de livros. O painel "Nascimento da Gloriosa Virgem Maria" é uma cópia directa ou integral de duas gravuras que servem de ilustração a dois livros "Mystica Ciudad de Dios" (1736) 1ª parte de Sor Maria de Jesus, e "Liber Hymnorum da liturgia Arménia, sem data, julgando Armando Palavras que a gravura que serviu de suporte à pintura tenha sido a do livro de Sor Maria de Jesus, mas na outra não é mencionado o pequeno pormenor da parturiente ao fundo do quadro, à esquerda da lareira. O painel do Nascimento da Virgem é baseado nos apócrifos, sobretudo no Pseudo Mateus. Contudo, a composição e a expressividade revelam ser produto de uma oficina local.
Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.
Materiais
Estrutura rebocada e pintada; molduras dos vãos, pilastras dos cunhais, frisos e cornijas, cruzes, pináculos e outros elementos em cantaria de granito; pavimento de madeira; coro-alto, guarda vento, altares, tectos e sanefas em talha dourada e policroma; ferro nas grades das janelas e tirantes dos tectos; cobertura de telha.
Bibliografia
FORNELOS, Álvaro Maria de, Memória Historico-Económica do concelho de Mesão Frio: dissertação para a cadeira de Economia Política, Coimbra, 1886, p. 61; AZEVEDO, Correia de, Património Artístico da Região Duriense, Vila do Conde, 1972, p. 24 - 25; ALMEIDA, José António Ferreira de (coord.), Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1976, p. 422; DIAS, António Gonçalves, Fastos de Mesão Frio, Porto, 1999; PALAVRAS, Armando, Os Tectos de Penaguião e a Gloriosa Virgem Maria de Oliveira, Sep. de Estudos Transmontanos, vol. 10, s.l., s.d., pp. 75-100; CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Vila Real nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2006.
Intervenção Realizada
Fábrica da Igreja Paroquial: 1993, cerca - reconstrução da armação do tecto; 1994, cerca - electrificação.
Fonte
S.I.P.A. por Ricardo Teixeira

 

 

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