mf santo andreMesão Frio (Santo André) é a mais recente Freguesia do concelho de Mesão Frio, com 740,5 hectares de área e 1 927 habitantes. Foi criada aquando da reorganização administrativa de 2012/2013,  resultando da agregação das antigas freguesias de São Nicolau, Santa Cristina e Vila Jusã.

 

São Nicolau
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Étimo medieval: Sam Nicolao de Meison Frigido de Susano.

Área geográfica: 43,5 Hectares

Data histórica: 11 de Maio de 1809 (invasão das tropas napoleónicas)

Padroeiro: S. Nicolau

Figura Pública: André da Fonseca

Gastronomia: Marrã

Festividades: Corpo de Deus

Paisagem obrigatória: Miradouro do Jardim Público

Património edificado: Igreja Matriz, Convento dos Franciscanos do Varatojo, Casa da Ordem Terceira, Casa do Asilo, Hospital da Misericórdia e Arcas Tumulares.

Actividades económicas: Agricultura, Vitivinicultura, Comércio e Serviços.

Feriado Municipal: 30 de Novembro

A freguesia de S. Nicolau é o núcleo urbano da vila de Mesão frio. Situa-se num planalto a 308m de altitude. O rio Teixeira, desviado, na Era Terciária, do seu percurso primitivo, espalhou no passado a força e a frescura das suas águas, moveu moinhos e azenhas e irrigou as terras baixas de S. Nicolau de Jusano, contribuindo, decisivamente, para sedimentar os primitivos habitantes desta localidade que foi o principal centro aglutinador da formação de Mansion Frigido, retratado em documentos datados do séc. 18. A história das freguesias gémeas de S. Nicolau e Santa Cristina, na época medieval, confunde-se com o nascimento de Mesão Frio.  Esta pequena paróquia teria origem, após a batalha de Zama, quando os romanos asseguraram a conquista da Península Ibérica e delimitaram a antiga Lusitânia com o Douro ao Norte e o Guadiana ao Sul. Entre os séculos 5 e 6, já com os suevos a dominar esta parte da Lusitânia, S. Nicolau integrava a importante paróquia de Aliobrio no tempo em que Constantino era imperador romano. Em 1093 quando o Conde D. Henrique entra na posse do condado Portucalense, já herdou a povoação de Meijon-Frio, cujo mais importante núcleo habitacional se aglomerava na paróquia de S. Nicolau, tendo como limites territoriais (ainda muito imprecisos e geradores de conflitos) os lugares que, actualmente, se denominam Cimo de Vila e Fundo de Vila.

Santa Cristina

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Étimo medieval: Santa Christina

Área geográfica: 515 Hectares

Data histórica: 11 de Maio de 1809 (invasão das tropas napoleónicas)

Padroeira: Santa Cristina

Figura Pública: José Maria de Alpoim de C. Borges Cabral

Gastronomia: Cabrito assado com arroz de forno e feijoada.

Festividades: Santa Rita (22 de Maio), S. Lazaro (vésperas de Páscoa) e santa Cristina 24 de Julho.

Paisagem obrigatória: Miradouro do Imaginário

Património edificado: Pelourinho, Igreja de Santa Cristina, Ruínas da Capela de S. Lázaro, Casa da Rede, Casa de Lalim, Casa dos Guedes, Casa da Picota, Casa dos Fragosos, Casa do Cabo da Vila, Casa do Vale do Couto e Casa dos Albergarias.

Actividades económicas: Agricultura, Vitivinicultura, Construção Civil, Serralharia e Comércio.

Santa Cristina é uma povoação mais rural de que urbana, foi separada de S. Nicolau à nascença no Lugar do Outeiro, pelo famoso rego de àgua que vinha dos Amiais, estendeu-se pelo Rojão até aos limites do antigo curato de S. Pedro da Teixeira. No poente, após ter envolvido Brunhais e Boavista, desceu de norte para sul pela ribeira que tomou o nome de Fonte Condessa, com a qual fez a separação de Vila Marim pelo ribeiro que aflui ao rio Douro, onde esta linha de água, toma o nome de Ribeira da Rede. Do nascente vira a oeste, pela margem direita do rio Douro, até Vila Verde, onde volta a subir pelo caminho público de Vila Nova em direcção ao cemitério municipal. Em 1258 o pequeno município e Julgado de Mesão Frio apenas integrava as freguesias de São Martinho de Jusano e São Nicolau. D. Dinis, querendo acabar com as disputas adjacentes à construção e alienação de território junto ao rego dos Amiais, que se arrastavam desde o reinado do seu tetravô, criou administrativamente a paróquia de Santa Cristina de Mesão Frio.

Não se sabe, ao certo, quando Santa Cristina se tornou freguesia distinta do concelho de Mesão Frio. A parte urbana, cujo centro histórico é a Praça do Pelourinho, foi sempre parte integrante da Vila de Mesão Frio mas, a quando da reestruturação administrativa do pequeno concelho-burgo de Mesão Frio, esta parte do povoado passou a fazer parte da freguesia de Santa Cristina.

Vila Jusã
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Étimo medieval: São Martinho de Meison Frigido de Jusano

Área geográfica: 182 Hectares

Data histórica: 19 de Maio de 1145 (Doação da Igreja de S. Martinho).

Padroeiro: São Martinho

Figura Pública: José Caetano de Carvalho

Gastronomia: Feijoada, marrã e cabrito assado com arroz de forno.

Festividades: Romaria de S. Silvestre (último Domingo de Agosto)

Paisagem obrigatória: Miradouro de S. Silvestre

Património edificado: Casa Dos Cabrais, Casa do Registro e Igreja de S. Martinho

Actividades económicas: Agricultura, Vitivinicultura e pequenas Indústrias.

A freguesia de Vila Jusã cresceu sem relego, ao gosto e disponibilidade financeira dos seus habitantes que se foram espalhando pelas encostas sobranceiras ao vale do rio Douro, à procura de um sítio para a sua casa e dois palmos de terra. O centro da freguesia situa-se na vertente oriental do Monte de São Silvestre a uns escassos 800 metros a oeste da sede do concelho.

No séc. 12, Vila Jusã tentou juntar-se a Mesão Frio, mas o orgulhoso Sam Nicullao de Susano escorraçou-a para Matos e Quelhas, longe do seu Burgo aristocrático.

Nos primórdios da Nacionalidade portuguesa, por se encontrar confinante com Mesão Frio, São Martinho de Vila Jusã esteve durante mais de século e meio sob jurisdição administrativa daquela vila, e denominava-se São Martinho de Meison Frigido de Jusano.  Em 1145, D. Afonso Henriques fez doação da igreja de São Martinho de Mesão Frio a um tal Martinho Calvo. Em 1290, por força das reformas administrativas de D. Dinis, já vamos encontrar Vila Jusã como cabeça do Termo do antigo concelho de Pena Guião, cabendo aos habitantes da povoação de Matos a responsabilidade de ser guardiães do castelo de Pena Guião, enquanto não caiu em ruínas. Há relatos que nas férias administrativas do município de Pena Guião, a “Justiça Própria” deste concelho mudava-se para Vila Jusã, é de crer que até 1836, teria funcionado sazonalmente no largo da Casa dos Cabrais, onde dizem ter existido um Pelourinho em madeira que teria sido levado numa noite para Santa Marta de Penaguião, quando Vila Jusã se separou do concelho de Pena Guião. Em 1836 as reformas administrativas de Passos Manuel extinguiram, entre muitos outros, o concelho de Pena Guião e Barqueiros, há relatos que um ano antes houve um movimento popular para agrupar as freguesias limítrofes de Vila Jusã, S. Nicolau e curato de Anquião.

A proximidade geográfica de Vila Jusã, São Nicolau e Santa Cristina foi, desde tempos remotos, motivo de conflitos institucionais e em 25 de Agosto de 1872, o Administrador do concelho de Mesão Frio suspendera as funções do regedor da paróquia de Vila Jusã, ficando o regedor de S. Nicolau a exercer, cumulativamente, funções nesta freguesia.