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O Comércio e as Feiras

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Esta é uma matéria que diz então respeito à vida económica, à vida administrativa, à vida social e até à vida religiosa das populações. As bases e condições gerais do comércio têm que ser perscrutadas em todas estas direcções. Mas há desde logo duas realidades que condicionam fortemente os níveis de desenvolvimento mercantil: o regime social agrário – próprio desta sociedade – e a rede de transportes e condições de circulação. Para alem, naturalmente, da estrutura mercantil e as necessidades de abastecimento público.


Condições gerais de comércio e produtos     
O regime social agrário condiciona activamente a colocação de produtos no mercado. Ele tem a ver com o enquadramento e maior ou menor desenvolvimento do regime senhorial e foral e enfitêutico, mas também com o peso e desenvolvimento dos sistemas fiscais, dos poderes políticos então dominantes, o da fiscalidade régia (e municipal) e o da eclesiástica. E por ele, naturalmente, sobre o volume de produtos que directa ou indirectamente é colocado no mercado e da comercialização livre ou forçada. Tirando o núcleo de produção fortemente articulado com o mercado, o sector vinícola do Douro, grande parte dos excedentes mercantis e actividade mercantil nesta Sociedade de Antigo Regime é, sem dúvida, o resultado da comercialização de rendas senhoriais agrícolas em que se envolvem os senhorios e proprietários e rendeiros.

     
Comércio nas feiras e romarias      
O comércio e as transacções que mais interessam e envolvem as comunidades locais são as feitas nas feiras concelhias e nalgumas festas religiosas de grande e pequena romaria. São em geral de pequeno trânsito e raio local, ainda que nalgumas delas se possam organizar e estruturar alguns comércios e circuitos de mais largo trânsito. Não deixam por isso de estar também fortemente sujeitas ao mau estado e riscos dos caminhos e estradas e passagens de rios e ribeiros que são uma realidade omnipresente. Elas são a expressão, nos produtos transaccionados e sua frequência e regularidade da sua realização, de uma economia muito localizada e compartimentada. São por outro lado, uma realidade fortemente desenvolvida e enquadrada pela organização e poder municipal (régio ou senhorial) que pelas feiras e mercados locais deve prover a autonomia e autarcia alimentar do povo do seu concelho, mas também estimular o comércio, sobre que as câmaras realizam receitas municipais e exercem e manifestam importantes aspectos do seu domínio e jurisdição económica, essenciais à organização municipal do Antigo Regime. Por isso o quadro das fracas possibilidades de trânsito, imposto pelas dificuldades de circulação, por um lado e por outro, o da divisão concelhia, na maior parte dos casos assente em micro-concelhos e coutos, impõe na generalidade dos casos, pequenas feiras locais de raio muito limitado por onde se desenvolve o maior número de transacções necessárias à vida económica e social destas populações.

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