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Casa do Paço

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A Casa do Paço é um solar seiscentista. O abade de Miragaia diz que a Casa teria sido fundada por Diogo Melo Pereira, Comendador de Mouramorta, entre 1630 a 1642. Contudo, Correia de Azevedo, afirma, que o fundador da Casa do Paço foi Diogo de Moura Coutinho. O seu vínculo mais antigo recua até 1531, quando foi instituído a Carta de Couto do Paço de Cidadelhe.

Arquitectura residencial, barroca. Solar em L, com capela integrada na construção. O corpo barroco, de planta rectangular, de dois pisos, fenestração regular e portal central interrompido. A fachada voltada a N. e a forma da capela (oval) possuem referências ao barroco. A varanda coberta de entrada à imagem das casas de arquitectura colonial.
Descrição
Casa de planta composta por vários corpos, cronologicamente distintos, formando L e integrando capela dissimulada na construção. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de quatro águas. Voltado para o terreiro este imóvel é marcado por duas fachadas principais. A mais antiga é exposta a E. e caracteriza-se por uma grande varanda encaixada entre paredes, apoiada em grossas colunas de granito. O acesso a esta é feito por uma escada larga com parapeito fechado. Esta varanda coberta, com um pórtico em madeira dá acesso à grande sala de entrada com tecto em masseira e caixotões. Ao centro deste um brasão. Através desta varanda um extenso corredor relaciona com a entrada para a capela e para uma enorme cozinha. Capela de planta oval com iluminação zenital. A fachada principal do corpo setecentista exposta a N., quase simétrica, com um beiral ondulado no eixo de composição para inserção de um portal de entrada é encimado por um janela de sacada sobrepujada por uma pedra de armas. Para cada lado desta, o piso térreo apresenta óculos de dimensões reduzidas e o piso superior janelas de guilhotina emolduradas com frontões curvos. O topo E. deste corpo, com aspecto de obra incompleta, dá origem a uma varanda corrida no piso nobre. A fachada posterior, voltada a S. possui um enorme volume de construção adossado, com uma cobertura em telhado de uma água. Para cima deste telhado, surgem sete janelas de verga curva e de guilhotina.
Acessos
Rua do Outeiro. VWGS84 (graus decimais) lat.: 41,167411; long.: -7,847547
Protecção
Incluído no Alto Douro Vinhateiro - Região Demarcada do Douro (v. PT011701040033)
Grau
3
Enquadramento
Urbano, isolado. Paço inserido no interior de uma quinta, com acesso a partir de um portão engradado, praticamente no remate da R. do Outeiro. A partir deste portão, uma extensa alameda, entre muros e vegetação dá acesso ao amplo terreiro fronteiro ao paço. Para E. e a definir este grande espaço, três enormes tílias debruçadas sobre a paisagem. No enfiamento desta alameda, o portal da fahada principal da ala N. do imóvel. A casa implanta-se a meia encosta, numa plataforma, rodeada por área cultivada com vinhas.
Utilização Inicial
Residencial: solar

 


Utilização Actual
Residencial: solar em obras de beneficiação e ampliação para Hotel.
Propriedade
Privada: pessoa singular
Época Construção
Séc. 16 (conjectural) / 18
Cronologia
1531 - Primeiro documento incluído no espólio documental do Paço, constitui uma carta de aprazamento; séc. 18 - construção da Ala N. da casa.
Características Particulares
A capela integrada no corpo dito mais antigo da casa é completamente dissimulada para o exterior, e possui planta oval e iluminação zenital.
Dados Técnicos
Paredes autoportantes de granito.
Materiais
Paredes exteriores de alvenaria de granito rebocadas pelo interior e exterior; cobertura revestida a telha de barro; caixilharias de madeira; revestimento de pavimentos interiores e varanda em soalho de madeira; guarda das varandas em ferro ou em madeira; tectos interiores em madeira.
Bibliografia
O Público, 17 Junho 1996.
Intervenção Realizada
Proprietário: Anos 70 / 80 - Construção de casa de banho; anos 90 - obras de conservação.
Observações
A planta da casa resulta da associação em épocas distintas de uma ala de planta quadrangular, a um corpo de forma rectangular alongada setecentista. Manuel Pereira Peixoto de Almeida Carvalhais, bisavô do actual proprietário, copiava a correspondência e toda a documentação relativa ao Paço. O Arquivo Distrital de Vila Real considera que todos os manuscritos e documentos se encontram em estado de conservação razoável. A organização e inventariação que o Director do Arquivo Distrital de Vila Real, juntamente com Paulo Guimarães e Pedro Peixoto fizeram a partir do Paço de Cidadelhe irá constituir a primeira experiência a nível regional de inventariação de um arquivo privado (no âmbito do Programa Inventário de Bens Culturais Móveis - Fundos Arquivísticos). Neste estão incluídas 1235 peças documentais, contributos também para o estudo da musicologia nacional e europeia. Esta quinta como tantas outras está ligada à produção de vinho do Porto com marcas medalhadas. A casa do Paço diz-se ter pertencido à família Magalhães Coutinho, descendente de D. Álvaro Coutinho, o Magriço dos Doze de Inglaterra.
Fonte
S.I.P.A. por Ricardo Teixeira e Isabel Sereno

 

 

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