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Pelourinho de Barqueiros

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Construído do séc. 16, um dos fragmentos da coluna do antigo pelourinho subsiste na povoação de Barqueiros, no interior de uma casa junto ao Largo do Pelourinho, encontrando-se à entrada da loja, encostado à parede lateral direita da mesma.

Arquitectura jurisdicional, quinhentista. Pelourinho sem remate, pelo que não pode ser alvo de classificação tipológica, com fuste cilíndrico, existindo uma segunda peça, com tratamento distinto, composta por duas secções de arestas espiraladas à esquerda, subdividido a meio por três anéis circulares, de igual dimensão.
Descrição
Do antigo pelourinho subsistem dois elementos que compunham a coluna, ambos em cantaria de granito; o primeiro apresenta fuste liso, cilíndrico, marcando inferiormente base quadrangular e no topo anel cilíndrico; junto a este possui ainda dois sulcos profundos, dispostos paralelamente na vertical. O segundo elemento, apresenta o fuste cilíndrico, de arestas espiraladas à esquerda, sendo seccionado a meio e rematado nos topos por três anéis circulares, de igual dimensão; na zona posterior possui sulco vertical convexo, interrompendo as espiras e os anéis. Este elemento assenta em base cilíndrica irregular, e é encimado por um fragmento de coluna, de fuste liso e remate quadrangular.
Acessos
Largo do Pelourinho. VWGS84 (graus decimais) lat.: 41,134931; long.: -7,900126
Protecção
IIP, Dec. nº 23 122, DG 231 de 11 Outubro 1933
Grau
3
Enquadramento
Rural ou urbano, adossado. Um dos fragmentos da coluna do antigo pelourinho subsiste na povoação de Barqueiros, no interior de uma casa junto ao Largo do Pelourinho, encontrando-se à entrada da loja, encostado à parede lateral direita da mesma. O outro fragmento, encontra-se na sede do concelho, em Mesão Frio, no interior da casa do antigo regedor, com a data de 1836 gravada na verga da porta de entrada, igualmente na loja e servindo de suporte central ao piso superior.
Utilização Inicial
Jurisdicional: pelourinho (concelho do senhorio dos Senhores de Penaguião)
Utilização Actual
Marco histórico-cultural: pelourinho
Propriedade
Privada: pessoa singular
Afectação
Autarquia local, Artº 3, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933
Época Construção
Séc. 16
Cronologia
1123, 13 Setembro - foral da rainha D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, à povoação de Barqueiros; 1223, Setembro - foral dado por D. Sancho II; 1441, 1 Março - confirmação de D. Afonso V de todos os privilégios de Barqueiros;

 

1513, 20 Setembro - foral de D. Manuel, na sequência da qual se deve ter construído o pelourinho; pelo foral, D. Manuel determinava que a vila não pagasse mais direitos do que 3$7000 aos senhores de Penaguião; 1583, 10 Fevereiro - criação do título de Conde de Penaguião, por D. Filipe I, concedido a D. João Rodrigues de Sá; séc. 18, início - o concelho pertencia à Coroa; 1758 - segundo as Memórias Paroquiais da freguesia, o concelho e vila de Barqueiros, com 250 fogos, pertencia ao bispado do Porto, Comarca Eclesiástica de Sobre Tâmega e, no secular, à Comarca de Lamego; tinha câmara e juiz ordinário do cível, crime e órfãos e dois escrivães do público, judicial e notas, bem como capitão-mor, sargento-mor e duas companhias com dois capitães da Ordenança; há poucos anos, por ordem real, se havia dividido a dita companhia, pelo seu Conselho de Guerra, em duas companhias e criou-se de novo o capitão-mor; Barqueiros tinha praça pública com pelourinho, situada no bairro da Sub Igreja, o principal, onde a cada 24 de Agosto, dia de São Bartolomeu, se fazia feira franca, a que acudiam os moradores das freguesias vizinhas; a câmara continuava a pagar 3$7000 aos senhores de Penaguião, ficando com o senhorio dos montados e pescarias; 1836, 6 Novembro - extinção do concelho de Barqueiros e sua integração como freguesia no concelho de Mesão Frio; após a extinção do concelho, procedeu-se ao apeamento e parcial destruição do pelourinho, guardando-se um dos elementos numa casa particular nem Barqueiros, no largo do Pelourinho, e um outro na casa do antigo regedor, em Mesão Frio.
Características Particulares
Fragmentos do antigo pelourinho da vila de Barqueiros, actualmente dispersos e incompletos, desconhecendo-se a existência de qualquer representação ou descrição pormenorizada do mesmo. Apesar disso, é possível que o fragmento cilíndrico liso se dispusesse inferiormente, enquanto o outro, decorativamente mais rico e elegante, surgisse num plano superior.
Dados Técnicos
Sistema estrutural autónomo.
Materiais
Estrutura em cantaria de granito.
Bibliografia
CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Vila Real nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2006; DIAS, António Gonçalves, Faustos de Mesão Frio, Crónicas Escritas à guisa de Monografia, Porto, 1999; FORNELLOS, Alvaro Maria de, Memória Historico-Economica do Concelho de Mesão Frio, Coimbra, 1886; LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de Pinho, Portugal Antigo e Moderno, vol. 1, Lisboa, 1983; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997.
Observações
Em Barqueiros, no largo do Pelourinho, existe uma casa normalmente designada por "Macaca do Pelourinho", a qual possui, sobre uma das portas do piso térreo, busto escultórico, que alguns apontam como tendo pertencido ao pelourinho. Se assim fosse, de acordo com Ataíde Malafaia, "faria parte da peça do remate como sucedia no Pelourinho de Ansiães, onde havia uma figura semelhante".
Fonte
S.I.P.A. por Isabel Sereno, Ricardo Teixeira e Paula Noé

 

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