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Casa Macaca do Pelourinho

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Casa de eventual construção seiscentista ou setecentista, é relacionada com o pelourinho da antiga vila, recebendo a designação de "Macaca do Pelourinho", por possuir sobre um dos vãos busto escultórico que se julga ter-lhe pertencido.

Arquitectura residencial, seiscentista / setecentista. Casa de planta rectangular e fachadas de dois pisos, a principal terminada em cornija e rasgada, no piso térreo, por portas de verga recta com chanfro e, no segundo, por portas rectilíneas de acesso a sacada corrida.
Descrição
Planta rectangular de massa simples com cobertura em telhado de quatro águas e terraço. Fachada principal virada a S., de três pisos, os dois inferiores rebocados e pintados de branco e terminados em cornija sobreposta por beirada simples, e o terceiro com embasamento em placas de granito. O primeiro piso é rasgado por quatro portais de verga recta, três deles com chanfro, e uma janela de peitoril, igualmente com chanfro e gradeada; sobre a segunda porta do lado direito, surge busto escultórico, correspondendo, ao que parece, a uma figura masculina. O segundo piso é percorrido por varanda de sacada, com guarda em ferro, decorada com motivos volutados estilizados, seccionada em dois lotes, o direito mais estreito e revestido a azulejos de padrão recente, e para onde se abrem vãos rectilíneos, neste lote correspondendo a uma porta e a uma janela de peitoril, sem molduras; os vãos do lote esquerdo têm molduras pintadas a cinzento azulado e venezianas, sendo duas portas entre janelas de peitoril. O terceiro piso, sensivelmente recuado, é rasgado por janelas de peitoril, agrupadas duas a duas, igualmente com venezianas.
Acessos
Largo do Pelourinho. VWGS84 (graus decimais) lat.: 41,135130; long.: -7,900103
Grau
5
Enquadramento
Rural, na encosta da margem direita do rio Douro, rodeado de socalcos com vinhas. Ergue-se no principal e mais antigo largo da povoação, adaptado ao declive do terreno, com a fachada lateral esquerda adossada a construção de cércea mais baixa e possuindo logradouro junto à fachada lateral direita e posterior, vedado por muro.
Utilização Inicial
Residencial
Utilização Actual
Residencial
Propriedade
Privada: pessoa singular
Época Construção
Séc. 16 / 17 / 20
Cronologia
Séc. 16 / 17 - época provável da construção da casa; 1758 - segundo as Memórias Paroquiais da freguesia, o concelho e vila de Barqueiros, com 250 fogos, tinha, no chamado bairro da Sub Igreja, praça pública com pelourinho, onde a cada 24 de Agosto, dia de São Bartolomeu, se fazia feira franca, a que acudiam os moradores das freguesias vizinhas; 1836, 6 Novembro - extinção do concelho de Barqueiros e sua integração como freguesia no concelho de Mesão Frio; após a extinção do concelho, procedeu-se ao apeamento e parcial destruição do pelourinho, guardando-se um dos elementos numa casa particular em Barqueiros, no largo do Pelourinho, e um outro na casa do antigo regedor, em Mesão Frio; séc. 20 - ampliação e reforma da casa, com construção de um terceiro piso e sua adaptação às modernas exigências de conforto.

 


Características Particulares
Casa de possível construção seiscentista ou setecentista, conforme denotam os vãos com chanfro do piso térreo, e relacionada com o pelourinho da antiga vila, recebendo a designação de "Macaca do Pelourinho", por possuir sobre um dos vãos busto escultórico que se julga ter-lhe pertencido. Se assim for, de acordo com Ataíde Malafaia, esse busto, ao que parece masculino, "faria parte da peça do remate como sucedia no Pelourinho de Ansiães, onde havia uma figura semelhante".
Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.
Materiais
Estrutura rebocada e pintada; revestimento de azulejos; cornija e molduras dos vãos em cantaria de granito; portas e portadas em madeira; caixilharia de madeira e de alumínio; cobertura de telha.
Bibliografia
MALAFAIA, E. B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses. Tentâmen de Inventário Geral, s.l., 1997; Coord. SILVA, Isabel, Dicionário Enciclopédico das Freguesias, vol. 3, Matosinhos, 1997; DIAS, António Gonçalves, Faustos de Mesão Frio, Crónicas Escritas à guisa de Monografia, Porto, 1999; CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Vila Real nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2006.
Fonte
S.I.P.A. por Paula Noé

 

 

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