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As Castas

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A região tem várias dezenas da castas, no entanto, a regulamentação da produção sempre foi  bastante rigorosa a fim de manter a genuinidade dos vinhos. A legislação prevê um grupo de 29 castas “recomendadas”. Estas 29 são divididas em dois grupos, o primeiro que deve compor pelo menos 60% da produção e o segundo que não pode passar de 40%. Existe um outro grupo de castas que também podem ser usadas para produção, complementando o lote, são as castas “autorizadas”. As castas autorizadas e recomendadas pela legislação valem tanto para o vinho do Porto quanto para os vinhos de mesa.
Castas com Mínimo  de 60% da produção:
Brancas -  Folgasão, Gouveio ou Verdelho, Malvasia Fina, Rabigato, Viosinho.
Tintas - Bastardo,  Mourisco  Tinto , Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Francisca, Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Francesa, Touriga Nacional.

Castas com o Máximo  de 40% da produção:
Brancas - Arinto, Boal, Cercial, Côdega, Malvasia Corada, Moscatel Galego, Donzelinho Branco, Samarrinho.
Tintas - Donzelinho, Malvasia, Periquita, Rufete, Tinta Barca, Cornifesto

Caracterização das mais importantes:
As Tintas;
Touriga Nacional:
chamada por alguns autores de “o Cabernet português”, por sua alta qualidade, adaptabilidade a vários solos e personalidade marcante. Existe hoje em Portugal um consenso de que esta é a casta mais importante do país. No Douro a Touriga Nacional ainda ocupa uma área mínima (2,5%), mas proporcionalmente é a casta que mais cresce em área plantada na região. No passado esta casta era indesejada pois produzia muito pouco e era muito susceptível a doenças. Hoje, após muitos estudos, já se sabe como tirar o melhor dela (o porta-enxerto ideal, o melhor sistema de condução, a melhor densidade de plantação, as melhores praticas de poda etc.). É uma casta pouco produtiva, geralmente entre 1kg e 1,5kg de uva por pé. Gera vinhos de cor escura, aromas intensamente frutados, lembrando frutas doces como ameixas, cassis e flores como violetas, paladar estruturado, com taninos doces e concentrados, muita complexidade e elegância. Os vinhos de Touriga Nacional normalmente têm grande capacidade de envelhecimento, mantendo por muito tempo suas características e por isso esta casta reina nos Portos Vintage.

 

Além disso é uma das poucas castas do Douro que segue muito bem em “carreira solo”, em vinhos de mesa sem a adição de outras castas, o que chamamos de mono-varietais ou mono-castas.
Touriga Franca: É a casta mais plantada do Douro, no passado chamada de Touriga Francesa (apesar de não ter nenhuma relação com a França). Tem muitas qualidades: adapta-se bem a qualquer tipo de solo, produz bastante (2,5 kg de uvas por planta), resiste bem ao calor, por isso é muito utilizada no Douro Superior, e resiste bem aos anos secos. Exige alguns cuidados na vinificação por sua facilidade em oxidar. Os vinhos feitos com Touriga Franca são robustos, de cor intensa, típicos aromas de frutas negras e florais de rosas. No paladar geralmente são estruturados, com muitos e bons taninos, com boa capacidade de envelhecimento. Como é a casta mais plantada na região e muito usada nos Portos Vintage, geralmente nos anos em que a Touriga Franca vai bem há bons Vintages de todos os produtores (uma declaração generalizada de Vintages).
Tinta Roriz: também chamada de Aragonêz no Alentejo e de Tempranillo na Espanha, entre vários outros nomes. É uma casta de alta qualidade e produtividade (2,5 kg por pé) que se dá em solos ricos e temperaturas médias. É uma das castas mais conhecidas e cultivadas de Portugal, graças a sua adaptabilidade aos solos e climas e seu bom rendimento. É muito versátil, podendo gerar desde roses, até fazer parte bends de Portos Vintage. No Douro é a 2ª casta mais plantada, depois da Touriga Franca, e lá diz-se que esta casta é muito “aneira” (depende do ano), e é “boa quando lhe apetece”. A Tinta Roriz gera vinhos com menor intensidade de cor, mas que nos melhores anos têm aromas intensos, com profundidade e complexos de frutas de geleias de negras e especiarias, que podem chegar a óptima estrutura de taninos, elevado teor alcoólico, baixa acidez e por sua estrutura de taninos, óptima capacidade de envelhecimento.
Tinta Barroca: É uma casta antiga, remonta ao século XVII e hoje é uma das mais plantadas do Douro. É uma casta robusta, de boa produção (2,5 kg por pé) e uma das primeiras a amadurecer e ser vindimada. Gera vinhos de média intensidade de cor, taninos macios, alcoólicos e encorpados, com aromas doces suavemente frutados, lembrando cerejas e ameixas. É muito usada em lotes de Portos Vintage, por sua graduação alcoólica e concentração de cor e boa capacidade de envelhecimento em garrafas. É mais comum encontrá-la no Baixo Corgo e Cima Corgo. No Douro Superior se desidrata fácil, atingindo a sobrematuração, podendo dar vinhos mais grosseiros.
Tinto Cão: Esta casta gera vinhos mais leves, de pouca cor e pouco expressivos na juventude (com aromas elegantes de frutas vermelhas, especiarias e flores), mas que com a idade mostram grandes qualidades, resistentes a oxidação. É quase sempre misturada a outras castas.
Tinta Amarela: muito presente no Baixo Corgo. É uma casta de difícil cultivo, pois é susceptível a doenças, mas que pode gerar vinhos de óptima cor, com óptima fragrância, aromas intensos frutados, com toque vegetais característico, com boa capacidade de envelhecimento. É também muito plantada no Alentejo onde é chamada de Trincadeira ou Trincadeira Preta. Em outras regiões pode se chamar Espadeiro ou Crato Preto ou Mortágua ou Murteira ou Rabo de Ovelha Tinto.
As Brancas;
As castas brancas no Douro geralmente ocupam terrenos mais altos e frescos, que não são propícios às tintas e não direito a produzir vinhos do Porto. As principais são:
Malvasia Fina: como o nome diz, gera vinhos de aromas muito finos, encorpados, frutados. É cultivada em várias regiões portuguesas, como a ilha da Madeira. Muito usada no Porto Branco e brancos de mesa do Douro.
Gouveio: cultivada em outras regiões portuguesas, como na Ilha da Madeira, é chamada de Verdelho. Gera vinhos aromáticos e de textura macia, com aromas de maça, boa acidez e boa concentração de açúcar. Bastante usada em cortes com Malvasia Fina no Porto Branco
Viosinho: casta pouco produtiva, mas de qualidade, que confere estrutura e intensidade aromática aos vinhos, bastante usada em cortes com Malvasia Fina no Porto Branco.
Códega: casta muito antiga em Portugal, hoje é uva branca mais plantada no Douro. Produz muito e dá vinhos com elevada graduação alcoólica e baixa acidez.
Malvasia Rei: Produz muito, mas resulta em vinhos pouco ricos e pouco complexos. Mais usada em cortes.

 

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