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O povoamento do território que hoje pertence a Mesão frio é anterior à ocupação Romana, como atesta a existência de um castro em Cidadelhe e o restante espólio arqueológico encontrado noutros locais do Concelho. Sabe-se que o germe desta terra foi uma daquelas albergarias existentes nas principais vias do Império Romano destinadas inicialmente a agasalhar os viandantes nos seus itinerários e, sucessivamente, a fornecer refeições, a estabular e a servir de estação de muda de cavalos, apelidadas de “mansionis frigidae”. O território foi ainda sucessivamente ocupado por Suevos, Visigodos e Muçulmanos. Pertenceu às antigas terras de Penaguião, compreendidas Entre-Os-Rios Douro e Corgo, a serra do Marão e as Terras Panóias (Vila Real).


 A progressão no tempo e a consequente atracção da circunvizinhança, despertada por interesses comuns, definira os contornos do primitivo concelho de Mesão Frio, cuja existência se situa muitos séculos antes da Fundação do Reino. A Vila é terra antiga e nobre.
Tudo indica que a origem do seu nome provém precisamente da palavra  albergaria. Assim, a data de nascimento deste povoado pode-se situar aproximadamente no início do século III, a mesma do “Itinerarium Antonini Augusti” que descreve as “mansionis” e a distância entre elas. (a dominação romana da Península hispânica surge em 197A.C. e prolonga-se até ao ano 411).
O actual nome da vila advém de uma longa evolução linguística, semântica e gráfica da “mansionis frigidae” que mudou de caso latino, de significado e de género com total desprezo pela gramática e, ao sabor da pronúncia, variável consoante as pessoas.

Este lugar aparece denominado de "mansion frigido" em 1059 no "lnventario de omnes hereditates sive et ecclesia de Vimaranes", do monarca leones Fernando Magno, isto é, 120 anos antes de D. Afonso Henriques haver sido reconhecido como rei pelo Papa Alexandre III. O primeiro povoamento fez-se, com efeito, à volta da "mansionis frigidae", albergaria que foi privilegiada com o estatuto de "bemfeitoria" ou "beetria" (corruptela de "bemfeitoria"), vindo a ser "vila".
Segundo alguns historiadores da antiguidade, além de Mesão Frio, só mais 9 povoações foram "beetrias", o que lhes permitia eleger um senhor, exercer o domínio das suas terras e pagar apenas uma renda ou censo.
Mesão Frio teria porventura nascido no sítio que muito mais tarde envolveria a igreja de São Nicolau, mandada erigir, segundo se diz, pela rainha D. Mafalda, mulher de D. Afonso Henriques.
  
Em 1093, quando o Conde D. Henrique tomou o Condado de Portugal a povoação tem o nome de Meijon-frio, o mesmo nome que consta no Primeiro foral que foi concedido por D. Afonso Henriques em Fevereiro de 1152  . O Rei D. Afonso II confirmou-o  no dia 15-10-1217 e D. Manuel I também concedeu “foral novo” três dias antes do dia de Santo André do ano de 1513.  Ainda hoje, passeando as ruas da vila, se colhe uma impressão de terra com história. Edifícios da Idade Média, como o Convento de São Francisco e a Igreja de São Nicolau não nos deixam indiferentes.

 

A feira anual de Santo André, de 30 de Novembro a 8 de Dezembro, misto de festa, feira e romaria, onde é possível captar tipos humanos inesquecíveis e gestos ancestrais na arte de negociar. Quanto à gastronomia, é posta à prova, e o prato típico é a marrã assada, mas o cabrito faz-lhe concorrência nas preferências. Não faltam as tripas, os enchidos, broa caseira, papas de farinha de milho, doce de Donsumil e as falachas.
O povoado que inicialmente só contava com o território ocupado nos dias de hoje pelas freguesias de S. Nicolau, Santa Cristina e parte de Vila Jusã, passou a integrar, no tempo de D. Manuel I, as povoações de Cidadelhe e Vila Marim.


Do Séc. XVIII, época de prosperidade do Douro, ficaram-nos algumas igrejas, como a de Cidadelhe, Vila Marim e Oliveira e diversos solares. Com a exportação de vinhos no Séc. XVII e XVIII, o cultivo da vinha foi-se intensificando em todas as encostas do Douro originando grandes proveitos económicos para a região. A certa altura, a tentação do “dinheiro fácil” levou os produtores a adulterarem os vinhos originando uma perda significativa de qualidade e consequente desinteresse pelo produto. Para fazer face a esta situação o Marquês de Pombal criou, em 1757 a “Zona de produção de Vinhos Generosos do Douro”, delimitando assim o território como produtor de vinhos de elevadíssima qualidade.


Muitos acontecimentos dramáticos aqui tiveram lugar, com relevo para os incêndios e devastações causados pelas tropas do General Loison em 1808. Por Decreto de 6 de Novembro de 1836 passaram a integrar Mesão Frio as povoações de Barqueiros – até então concelho -, Oliveira e a parte restante de Vila Jusã, passando então a ser constituído pelo território das sete freguesias actuais. Diz a história que havia um rego pelo meio da rua, de fundo a cima, dividindo a povoação em dois concelhos, cada um com o seu mestre de pedreiros, juiz e oficiais (este rego ainda existe e esteve à vista até 1948), tendo tido por ele o seu curso “ a água de rega dos Ameais” que foi motivo de grandes brigas com o povoado de Vila Marim desde o tempo do rei D. Sancho I.

A derivação toponímica de Mesão-Frio sofreu, no decorrer da sua longa história, variações na grafia do seu vocábulo, constatada em vários documentos medievos. Este termo toponímico é comum a outras terras portuguesas por identidade originária ou por similitude com o Mesão Frio duriense que foi, e é, sem dúvida, dentre todas estas localidades homónimas, a mais importante.

Vila tranquila, sempre ligada à produção vinícola. Nas margens do rio, as vinhas cultivadas em socalcos oferecem uma paisagem fascinante, avistando-se aqui e ali quintas e casas solarengas. O epíteto Terra do Marinheiro do Douro é proveniente da ligação estreita ente o homem e o rio de outrora, ainda não represado pelas barragens. Remete para tempos em que a navegação do Douro era uma autêntica epopeia, obrigada a vencer pontos e galerias, junto dos quais havia muitas vezes imagens de santos protectores da navegação. Há quem diga que as próprias danças folclóricas reflectem o balanço das ondas do rio e dos barcos.

 

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